O combate ao racismo deve partir de um esforço da sociedade civil, das instituições e do Estado.
Na educação, o caminho é estudar as legislações vigentes acerca da temática, promover espaços de diálogo e reflexão crítica sobre o tema e investir em uma educação antirracista e inclusiva desde a infância, combatendo estereótipos prejudiciais e preconceitos.
No âmbito social, é importante o engajamento de todos os setores da sociedade através da promoção de campanhas de sensibilização e conscientização em relação aos efeitos nocivos do racismo, a sua violência e a exclusão que produz. Essa conscientização pode ser construída por meio de uma educação antirracista e da valorização dos diversos aspectos da presença dos negros na sociedade.
Do ponto de vista das instituições, há a necessidade de criação de mecanismos de participação de pessoas negras, ampliação das oportunidades de emprego e cargos de liderança, estudo e decisão política, valorização e visibilização da cultura e história dos grupos raciais. Esse processo é importante, sobretudo, porque permite combater estereótipos negativos sobre essas populações e construir formas igualitárias de acesso, participação e representação.
O Estado também cumpre uma função importante, fortalecendo as legislações e garantindo que as leis de combate ao racismo sejam efetivamente aplicadas, reforçando e punindo casos de discriminação racial, proporcionando acesso igualitário a recursos, serviços e oportunidades, implementando políticas públicas específicas voltadas para essas populações, corrigindo as desigualdades históricas, promovendo o enfrentamento à discriminação e a inclusão de grupos historicamente discriminados.